terça-feira, 12 de maio de 2015

Dica de livros: “O MORRO DOS VENTOS UIVANTES” livro de Emily Brontë

Emily Brontë, narra uma história que expõe os sentimentos e a alma dos personagens de uma forma profunda, mostrando o lado mais negro e cruel do ser humano e levando em questão abismo social que separa a relação dos protagonistas do livro.  

O Morro dos Ventos Uivantes, se passa na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes, local esse que nasce uma paixão arrasadora entre Heathcliff e Catherine, dois irmãos de criação, que se apaixonaram e cruelmente separados pelo destino e pelo preconceito social da própria Catherine. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. Catherine, chamada carinhosamente por todos por Cathy descreve seu amor pelo seu amigo de infância, dessa forma: "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff".

Conhecendo um pouco sobre o autor:

Emily Jane Brontë nasceu em Thornton, no dia 30 de julho de 1818 e faleceu em Haworth, vítima de tuberculose, em 19 de dezembro de 1848 com apenas 30 anos. Deixou um único romance, O Morro dos Ventos Uivantes, considerado um dos grandes clássicos da literatura mundial. Era a irmã mais velha das irmãs Carlotte, Emily e Anne Brontë que, ao lado do irmão Branwell, cresceram no remoto vilarejo rural de Haworth, em Yorkshire. O ambiente, segundo Charlote escreveu mais tarde ao recordar a infância, tinha poucos atrativos para as crianças: "Dependíamos totalmente de nós mesmos e uns dos outros, dos livros e do estudo para encontrar diversões e ocupações na vida. O estímulo mais elevado, bem como o prazer mais vivo, que conhecemos da infância em diante residia em nossos primeiros esforços na composição literária."

Em 1847, quando O Morro dos Ventos Uivantes foi publicado, ainda vigorava a convenção segundo a qual os romances deviam servir para a formação e edificação moral dos leitores. Assim, a obra de Emily Brontë (que publicou sob o pseudônimo de Ellis Bell) foi recebida com certa desconfiança, pois ainda que muitos percebessem a força que emanava dessas páginas, a história parecia desenrolar-se em um incômodo universo desprovido de princípios morais, em que a linha entre o bem e o mal é difusa e as motivações dos personagens parecem, a um só tempo, compreensíveis e atrozes.

 Escrito por Cristiano Souza

Referencia:




domingo, 26 de abril de 2015

Dica de livros: “ENTRE DEUSES E MONSTROS” livro de Lia Neiva

Lia Neiva, narra mais uma história sobre a mitologia grega, mais com um foco já mais visto. A autora, mostra a partir de um simples mortal chamado Hípias que vivia na Grécia dos tempos mitológicos, dos Deuses, Monstros e vários Heróis.

Em uma caminhada de Hípias de volta para casa, o personagem cruza com o de Orfeu, Héracles e Teseu. O primeiro estava indo para o mundo inferior, para recuperar a sua amada. Héracles havia acabado de realizar seu segundo trabalho, matar a Hidra. E o último, Teseu, estava a caminho de Creta, determinado a matar o Minotauro. À medida que os caminhos dos quatro se cruzam, a autora tira o foco de cima de Hípias e coloca em cima dos outros personagens citados, contando as histórias de cada um deles.

A história tem uma linguagem jovem e cativante, mesmo contando mitos já conhecido do público, a forma como Neiva escreve, colocando um simples camponês como elo entre os três personagens e seus mitos, torna o livro bem interessante e uma boa dica de leitura para os fãs de mitologias.  

Conhecendo um pouco sobre o autor:

Lia Neiva nasceu no Rio de Janeiro e formou-se em Letras pela Pontifícia Universidade Católica (PUC). Foi professora de Inglês no Instituto Brasil-Estados Unidos, tornou-se escritora em 1989 e tem cerca de vinte livros publicados, sendo alguns premiados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Também já recebeu o prêmio “Melhor Livro Infantil” da Associação Paulista de Críticos de Arte. Lia escreve para crianças e jovens sempre com o objetivo de contribuir para a formação de novos leitores.

Escrito por Cristiano Souza

Referencia:





domingo, 19 de abril de 2015

Dica de livros: “JÚLIA” livro de Roberto Gomes

O romance narrar a história verídica de Júlia Maria da Costa, uma mulher à frente de seu tempo, que viveu no século XIX, na Ilha de São Francisco, em Santa Catarina.

O livro é centrado na personagem de Júlia e em sua vida, com plano de fundo as o momento histórico da época, mostrando as divergências entre monarquistas e republicanos em uma cidade pequena. Júlia tem como marca suas poesias e sua personalidade forte. Sua mãe a faz casa-se com o Francisco, homem rico e respeitado, ela somente aceita esse casamento em virtude da decepção amorosa que teve com Benjamim Carvoliva, um violeiro e republicano, que apesar de amá-la, a deixou sem explicações.  Júlia é definida pelo violeiro uma mulher dona de “olhos sempre carregados de uma profunda tristeza que ela procurava vencer com a vivacidade do espírito”.  Júlia pode ser considerada uma mulher ingênua, por lutar por sua felicidade às cegas, mas com uma determinação admirável. Gomes, foca sua narrativa sob a ótica de Júlia, do Comendador e de Carvoliva. No último capítulo os leitores que lerem a história ficaram supresso, e com certeza com varia dúvidas do isolamento que a personagem terá.

Conhecendo um pouco sobre o autor:

Roberto Gomes nasceu em Blumenau (SC), em 1944, e, duas décadas depois, mudou-se para Curitiba (PR), onde vive. É formado em filosofia pela PUC-PR e foi professor da Universidade Federal do Paraná até 1998. É editor, cronista do jornal Gazeta do Povo e autor de livros como Crítica da razão tupiniquim, Sabrina de trotoar e de tacape, Alegres memórias de um cadáver, Exercícios de solidão, Os dias do demônio e Júlia, entre outros. Em sua participação no projeto Paiol Literário, durante a I Bienal do Livro de Curitiba, Roberto Gomes, proprietário da Criar Edições, falou, entre vários outros assuntos, sobre o mercado editorial brasileiro, a falta de interesse dos leitores jovens pela literatura nacional e o resgate de fatos e personagens históricos presente em algumas de suas obras.

Escrito por Cristiano Souza

Referencia:


http://rascunho.gazetadopovo.com.br/roberto-gomes/

sexta-feira, 17 de abril de 2015

COMEMORAÇÃO DO DIA DO LIVRO: Ação em Parceria com EMMR

Nesta sexta-feira (17 de abril de 2015) os voluntários do projeto “O Contágio pela Leitura” em parceria Escola Municipal Manoel Raimundo, promoveu um evento em homenagem ao dia do livro, qual é comemorado no dia 18 de abril (nesse sábado).

O evento apresentou poemas sendo recitado pelos alunos da própria escola, contaram a história da escolha do dia 18 de abril como o dia do livro, encerrando com uma apresentação musical.


Confira as imagens do evento:
























quarta-feira, 15 de abril de 2015

Dia 17, Ação sobre Dia do Livro

Nesse dia 18 de Abril se comemora o dia do Livro, visto isto, o Projeto Contágio pela Leitura promoverá nessa sexta-feira (17 de abril de 2015) um evento na Escola Manoel Raimundo em Água Nova - RN para as crianças do ensino fundamental inicial em comemoração à este dia.

A ação contará com atividades de leitura, contação de histórias, representações e musica.

domingo, 12 de abril de 2015

Dica de livros: “CIRANDA DE PEDRA” livro de Lygia Fagundes Telles

Ciranda de Pedra foi o primeiro romance da escritora Lygia Fagundes Telles, publicado no ano de 1954. A história reproduz o comportamento humano e seus relacionamentos, trazendo-nos reflexões a respeito da vida dos personagens e de seus conflitos. O leitor é levado a refletir sobre si mesmo, sobre a condição humana.

A história narrar, assuntos como homossexualidade, impotência sexual, traição suicídio, vários temas polêmicos em uma sociedade tradicional dos anos de 1950. Essa narrativa gira entorno da caçula, Virgínia, única das três filhas de um casal de classe média que na separação dos pais vai morar com sua mãe e o médico dela que se torna seu padrasto. Sua mãe sofre problemas psiquiátricos, Daniel seu padrasto, que ao longo da narrativa, a autora vai mostrar que na realidade é o verdadeiro pai da jovem, não aguenta o sofrimento da sua amada, acaba matando-a e depois se suicida. Virgínia é obrigada a volta morar com sua antiga família, e ai que essa narrativa fascinante realmente começa. É no ponto de vista dessa menina deslocada e solitária que se narram os dramas ocultos sob a superfície polida da família. Loucura, traição e morte são as forças perversas que animam esse singular romance.

O romance se intitula “Ciranda de Pedra” por causa de uma ciranda de anões de pedra que ornamenta o jardim da casa onde Virgínia passa a viver. Que na verdade é metáfora existente através desta ciranda, que na verdade representa o comportamento das personagens, simboliza o fechamento diante da presença de outros indivíduos. O grupo é a nova família de Virgínia, que não a aceita a princípio, mas que em um segundo momento a convida para fazer parte, e ela acaba se tornando o centro da “ciranda”.

Conhecendo um pouco sobre o autor:

Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo, a 19 de abril de 1923. No ano de 1938, a autora lança seu primeiro volume de contos, Porão e Sobrado, com o auxílio do pai, que paga esta edição, na qual ela utiliza o nome Lygia Fagundes. Ela se gradua na Escola Superior de Educação Física e, depois, na Faculdade de Direito de São Paulo. Em 1944, sai seu segundo livro de contos, Praia Viva, publicado pela Martins, editora paulista. No ano seguinte seu pai morre, o que representa para a escritora uma grande perda. Lygia só volta a lançar outra obra de contos em 1949, três anos depois de concluir a faculdade de Direito – O Cacto Vermelho, publicado pela Editora Mérito. Desta vez seu livro recebe o Prêmio Afonso Arinos, oferecido pela Academia Brasileira de Letras. Em 1954, a escritora lança seu primeiro romance, Ciranda de Pedra, publicada pelas Edições O Cruzeiro, editora carioca.

Ao escreve “As Meninas”, atenta ao contexto político que o país atravessava, nos anos 1970. Atendendo a um pedido do cineasta Paulo César Sarraceni, ela adapta para as telas do cinema a obra de Machado de Assis, D. Casmurro, em parceria com Paulo Emílio, roteiro batizado como Capitu.

Sua obra é hoje internacionalmente reconhecida, e em sua coleção de prêmios constam alguns de alcance internacional, como o Grande Prêmio Internacional Feminino para Estrangeiros, doado pela França ao seu livro de contos Antes do Baile. A escritora participa também ativamente de congressos, debates, seminários e conferências.

Escrito por Cristiano Souza.

Referencia:






domingo, 5 de abril de 2015

Talento local: ELIANO SILVA


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Tema da reportagem da Gazetado Oeste: Um músico e seus sonhos – Eliano Silva (O músico que se apresenta na praça é um jovem talento local e ainda não teve, por parte da própria Secretaria de Cultura de sua cidade, o devido reconhecimento).

Cabelos ao vento, andar um pouco solitário, mas, na parada ali, logo numa praça, o sorriso do poeta e músico abre os trabalhos de mais um encontro literário. É 14 de março, Dia Nacional da Poesia, e Eliano Silva, ou apenas Eliano, como gosta de ser chamado artisticamente, pega do microfone colocado em praça pública e recita um de seus poemas, que farão parte de uma coletânea. Mas não para por aí. De violão ao lado, suas composições ressoam pela praça. A noite da poesia na pacata Pau dos Ferros, ganha um tom musical.

Estudantes, poetas e uma representante do poder municipal local, especificamente da Secretaria de Cultura do município, prestigiam o evento.

O músico que se apresenta na praça é um jovem talento local e ainda não teve, por parte da própria Secretaria de Cultura de sua cidade, o devido reconhecimento. Luta para lançar seu primeiro CD, intitulado Ecdemomania, cuja canção “Tão devagar” (escute a música aqui: https://soundcloud.com/elianooficial) já circula pela internet, como forma de divulgação inicial. Tudo, segundo o músico, ainda está “começando”. “Meu novo trabalho está em processo de gravação. Como sou novo no cenário musical potiguar, de modo que esse será meu primeiro álbum, achei que seria importante fazer uma divulgação prévia, chamando a atenção da galera, lançando uma música alguns meses antes, que é o single “Tão devagar”. O disco mesmo sairá em julho. Procurei me relacionar com jornalistas e blogueiros para que pudessem me ajudar na divulgação do single. Então, alguns sites se interessaram em me fazer de pauta nas suas matérias, mostrando ao público potiguar a primeira faixa do meu disco. As redes sociais também são fundamentais, não só para mim, mas para todos os artistas independentes que visam divulgar seus trabalhos. E eu tenho usado bastante o Facebook, tanto para postar sobre as novidades, quanto para me comunicar com as pessoas. Talvez seja a minha maior vitrine, por alcançar um número de gente vasto e de todas as partes do Brasil”, diz o músico.

Ele acredita que após o lançamento do disco, a sua divulgação ganhe proporções maiores, porque não será apenas um single, mas dez músicas disponibilizadas para donwload na internet e também em versão física, que levará para os shows e os venderá. Muitos sites sobre música demonstraram interesse em resenhar o disco, o que será importante.

Em 2014, Eliano gravou um EP com quatro músicas autorais, que levou o nome de “Quiçá” e o lançou na internet. “Deu muito certo, porque através dele muitas pessoas se tornaram admiradoras do meu trabalho e desde então passaram a me apoiar com muito carinho. Porém, recentemente deletei esse EP de todos os sites em que eu o havia disponibilizado. Quem não o ouviu não ouvirá mais. O fato é que as condições em que o “Quiçá” foi gravado não eram muito boas, eu o fiz praticamente sem recursos, refletindo na sua qualidade de áudio, que deixou muito a desejar. Este ano estou preparado para mostrar algo com muito mais qualidade, o melhor que tenho a oferecer, e quero que ‘‘Ecdemomania” seja o meu trabalho de estreia mesmo. Dizem que a primeira impressão é a que fica e eu quero ficar”, diz.
  
‘Artista é bicho teimoso’

Existe apoio em Pau dos Ferros, em termos de município, para essas iniciativas? O músico sorri. “Pau dos Ferros é uma cidade promissora e muito se falará dela no RN. Todos os dias crescem em setores imobiliários, no comércio, em extensão, enfim… Vai caminhando para o desenvolvimento, mas sua cultura, se é que já existiu, ficou esquecida atrás do concreto dos prédios comerciais que se erguem por toda a cidade”, destaca e complementa: “Posso citar usando os dedos apenas de uma mão as intervenções culturais partidas do poder público de Pau dos Ferros: no mês de junho há umas apresentações de quadrilhas juninas na praça de eventos e no mês de setembro ocorre um evento que dizem ser uma feira sobre cultura e comércio, que é a tradicional Finecap, em que ocorre vários shows de bandas de forró moderno caríssimas – um cachê de uma Garota Safada, por exemplo, daria para custear vários discos e livros de artistas pau-ferrenses – e exposições de trabalhos em estandes, que até seria interessante se o preço do estande não fosse tão alto, inacessível para os artesãos, artistas plásticos, atores, músicos, poetas, etc. Pau dos Ferros tem uma secretaria de cultura, que na véspera da Finecap convida as escolas com seus alunos para apresentarem algumas coreografias na chamada “Vitrine Cultural”. E por aqui se encerram as investidas em cultura por parte do poder público. Dizem que não tem fundos para o incentivo à arte e cultura”, critica.

Porém, para ele, o artista continua sendo aquele bicho teimoso. “Artista é bicho teimoso e tem que ser, quanto maior a adversidade mais ele busca espaços, senão não sobrevive. Sentindo essa pouca vitalidade cultural, fundamos no ano passado, eu e outros poetas e músicos pau-ferrenses, o Coletivo Ribuliço, que consiste em organizar intervenções artísticas nos espaços públicos da cidade. O último sarau que organizamos foi em 14 de março, no aniversário de Castro Alves, dia nacional da poesia, na praça da matriz, que antigamente era conhecida como a praça do condor pelo fato de ter gravado numa parede “A praça é do povo como o céu é do condor”, frase de Castro Alves. Infelizmente, reformaram a praça e tiraram a poesia, ela não é mais lembrada como a praça do condor, a não ser pelos poetas. Se quisermos publicar livros e gravar discos, tiramos do bolso”, aponta.
  
MOVIMENTO LITERÁRIO

“Sem movimento”, fala, sorrindo… Existem muitos autores publicando livros, mas falta divulgação, incentivo, público consumidor, reconhecimento pelo trabalho do artista. “Não há na cidade uma biblioteca pública com vida ativa para sediar lançamentos de livros. Feiras literárias são ótimas oportunidades de consagrar os autores da terra, tendo em vista que ocorre uma atenção do público voltada para seus livros, mas desde que eu me entendo como gente, nunca vi uma feira literária realizada em Pau dos Ferros. Em cidades bem menores, como Água Nova, já participei de feiras em que estiveram presentes escritores conhecidos regionalmente e nacionalmente”, salienta.

Texto da paginar onlan da GAZETA DO OESTE.




          http://gazetadooeste.com.br/um-poeta-no-oeste/